quarta-feira, 18 de julho de 2012

A igreja católica: burlões e mafiosos


"O Vaticano adoptou pela primeira vez em Abril do ano passado legislação especificamente destinada a travar a lavagem de capitais, depois de se terem acumulado suspeitas, designadamente sobre a actuação do Instituto para as Obras de Religião (IOR), o “banco” da Santa Sé.

O enquadramento legal, rapidamente considerado insuficiente pela Comissão Europeia e OCDE, foi revisto em Janeiro deste ano. Não obstante, dois meses depois, em Março, os Estados Unidos colocaram pela primeira vez o Vaticano na lista cinzenta de países vulneráveis a operações de lavagem de dinheiro e de financiamento de terrorismo. A decisão coincidiu com a iniciativa insólita do banco norte-americano JPMorgan que fechou a conta do Vaticano na sua filial de Milão, alegando falhas de comunicação de informações obrigatórias, em violação da lei contra a lavagem de dinheiro.

Há já alguns anos que a Procuradoria-Geral de Roma investiga o IOR por alegadas violações da lei. Em Setembro de 2010, o banco criado pelo Papa Pio XII em 1942, foi investigado pela Justiça italiana por suspeita de lavagem de dinheiro. O Ministério Público italiano chegou a congelar 23 milhões de euros supostamente usados em transacções irregulares. O banco sempre negou irregularidades e, apesar de o dinheiro ter sido desbloqueado no ano passado, a investigação continua."



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