Por vezes pergunto-me que consequências nefastas poderão advir de uma proibição do ensino da religião. Vou ser franco, leitores(as), a questão que me atormenta é a seguinte: será que uma ateia poderá alguma vez ser tão diabólica como uma cristã-que-deu-para-o-torto? E que será de nós sem a "pica" de "pecar", do proibido? Poderá alguma vez uma cientista aspirar a ter sonhos tão lúbricos como uma freira que aperta o garrote da imaginação dentro de si, numa espécie de relação sado-masoquista consigo própria, sob o olhar de um homem nú crucificado na cruz? E a indústria porno não se ressentirá da falta do ensino da palavra de deus?
É que se despedimos deus, também perderemos o diabo, certo?
Estava a brincar, claro. Uma boa ateia pode ser tão "wicked" como uma má religiosa.
Mas tive uma ideia em relação ao ensino da religião: promulga-se uma lei que faça equivaler organizações burlonas e mentirosas à pornografia.
Assim sendo, as organizações religiosas que fazem promessas aos consumidores como "garantimos a ressureição" ou "há vida para além da morte" ou "existem milagres" seriam consideradas organizações pornográficas.
Consequência: só seria permitida a entrada nas igrejas e mesquitas e o ensino de religião a maiores de 18 anos.
Teria desde logo a consequência benéfica de evitar muitos dos abusos sexuais de menores por parte dos clérigos, como os milhares de casos que vieram a público na igreja católica. E imaginem os que serão silenciados pelos clérigos islâmicos, que não são mais nem menos perversos que os padres católicos.
Teria desde logo a consequência benéfica de evitar muitos dos abusos sexuais de menores por parte dos clérigos, como os milhares de casos que vieram a público na igreja católica. E imaginem os que serão silenciados pelos clérigos islâmicos, que não são mais nem menos perversos que os padres católicos.


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